Covid-19: o que se sabe sobre a variante Cicada

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Detectada pela primeira vez no final de 2024, na África do Sul, a variante BA.3.2 da Covid-19, conhecida como Cicada, tem sido monitorada após o aumento de casos de infecção pela cepa.

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Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA,  até fevereiro, a Cicada  já havia sido identificada  em 23 países.

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O que torna a variante  BA.3.2 diferente das outras?

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Segundo o infectologista Estevão Urbano, cooperado da Unimed-BH, a Cicada tem mostrado maior capacidade de escapar das defesas imunológicas do corpo, o que pode gerar um aumento de casos de Covid-19.

Ele ressalta, porém, que não há indícios de que esses casos sejam mais graves e que possam levar a um período semelhante ao anterior, com um grande número de internações.

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A BA.3.2 é uma sublinhagem da variante Ômicron, que apresenta mutações na proteína spike viral,. Segundo a Rede Global de Vírus, essa é a provável causa para as características de escape imunológicos da cepa.

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De acordo com Estevão Urbano, ainda não há registros da cepa no Brasil. Ele acredita, porém, que é uma questão de tempo até que os primeiros casos sejam detectados no país.

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Conforme o infectologista, os sintomas permanecem semelhantes aos de  outras variantes, incluindo febre, tosse, dor de garganta, coriza e cansaço.

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Urbano ressalta que embora a variante possa provocar aumento nos casos, isso deve ocorrer, especialmente, com as formas mais leves. A expectativa também é que a vacina mantenha a população protegida. 

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